"A atividade mais séria da criança é brincar." (Ricado Goldenberg)

domingo, 28 de março de 2010

O papel da escola no incentivo à leitura


Crianças que convivem em ambientes de leitores e para as quais adultos lêem com freqüência, interessam-se mais pela leitura e desenvolvem-se com maior facilidade nesta área. CRESCER conversou com educadores, pedagogos, críticos de literatura infantil e especialistas em programas de incentivo à leitura e listou aqui o que pode fazer uma escola ser realmente parceira nesta bela empreitada. Leitura diária

“Lendo, discutindo trechos da história e chamando a atenção para as ilustrações, favorecemos aspectos fundamentais da leitura, como compreensão de texto, seqüência narrativa, personagens e espaço”, diz Maria de Remédios Ferreira Cardoso, vice-diretora da Educação Infantil da Escola Móbile (São Paulo, SP).

Mesmo as crianças já alfabetizadas devem ser expostas a leituras, que, neste caso podem ser compartilhadas em classe e acompanhadas de discussão do texto, dos elementos que o compõem e de análise do enredo.

Oportunidade de manuseio de livros

Para que as crianças adquiram intimidade com os livros, é importante terem oportunidades de tocá-los, sem a intervenção de adultos. Fica tudo no ritmo da criança. Acervos diversificados Os livros devem ser diferentes, adequados à idade dos alunos, constantemente atualizados e bem conservados.

O escritor de fábulas infantil Jean de La Fontaine já dizia, “se quiser falar ao coração do homem, há que se contar uma história. Dessas que não faltam animais, ou deuses e muita fantasia. Porque é assim, suave e docemente que se despertam consciências”.

Segundo a professora Ana Blandina, especializada em alfabetização infantil, o estímulo criado por meio do contato tátil e visual dos livros é muito importante para a alfabetização. “Com os livros você estimula o interesse pela escrita e auxilia na alfabetização sem aquela coisa formal, da obrigação de sentar ali na cadeira e ficar repetindo tudo que é falado”.

“Estimular a criatividade da criança pequena é muito bom. Assim, ela poderá criar dentro do seu mundinho um ponto de reconhecimento com o mundo real e letrado dos pais, avós e professores, que são pessoas que elas admiram”, afirma Ana.

Hoje podemos encontrar livros plastificados, com desenhos grandes e coloridos, que irão incentivar a sensibilidade tátil, visual, além da concentração. Todos esses estímulos farão a criança a ter prazer ao adquirir conhecimento.

DICAS AOS PAIS

A professora ainda explica que a melhor forma dos pais despertarem o interesse dos pequenos pela literatura é participando dessa descoberta junto com eles. “Sente junto com seus filhos, conte as histórias com a riqueza de detalhes que possuem, assim com o passar do tempo elas começarão a fantasiar e a imaginar as cenas das histórias contadas”, expõe.

A incorporação da literatura na vida da criança vai provavelmente auxiliar durante toda sua vida acadêmica e particular. Ela saberá exteriorizar melhor seus pensamentos, além de ter um poder de concentração maior do que aquela que não teve esse estímulo. Afinal, quem tem o gosto de ler é bem informada, sabe falar e se expressar melhor.

“Os pais devem dar preferência aos livros bem escritos, com uma boa história, que tenham riqueza de detalhes para estimular a imaginação e criatividade da criança” ressalta Ana Blandina.
E POR FALAR EM LIVRO...........

Na sala do CEM as crianças ouviram a história : BIBI VAI PARA A ESCOLA , do autor Alejandro Rosas que conta a história de uma menina chamada Bibi que iria pela primeira vez para a escola. O livro aborda um tema bem próximo da realidade dos nossos alunos que chegaram ao ISERJ pela primeira vez....Foi muito interessante pois as crianças se viram na BIBI , se identificaram com ela e hoje percebem como eram quando chegaram na escola e como agora já se sentem na escola depois da ADAPTAÇÃO.


Reserve um tempo para ler com seu(sua ) filho(a) !!!!
BOA LEITURA!!!!!

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