"HÁ ESCOLAS QUE SÃO GAIOLAS E HÁ ESCOLAS QUE SÃO ASAS.” (Rubem Alves)

HISTÓRICO DA ED. INFANTIL 2 ª ETAPA

                               Projeto CARAMINHOLAS 

                  AN0 2015
                                           
Um mundo de idéias, imaginação e muita criatividade.

“ Escutei uma palavra que me pôs a matutar. Uma coisa diferente! Me deu muito o que pensar... Pra você ter uma base, eu quase fundo a cachola, pois disseram que a cabeça sempre tem caraminhola! E essa, agora? Vive dentro da cabeça, dá pra fundir a cachola... O que será que pode ser essa tal... CA-RA-MI-NHO-LA?! “

  Temas abordados : 

  No caminho das águas, sobre os animais, no sítio do pica-pau amarelo, nos cuidados com os brinquedos, nas cantorias, nos plantios, nos espaços interativos etc.

 Justificativa: 
  
 Iniciamos o ano letivo com a implementação da Educação Infantil Integral, uma nova experiência que exigiu  de todos uma longa adaptação ao novo processo, já que corríamos o risco de perder todos os  docentes contratados de uma única vez, em 28 de maio. Surgiram no campo de atuação inúmeras questões e abordagens: A importância da água, a poluição, as secas, a energia, as chuvas, a lagarta, o casulo e a metamorfose da borboleta, o voo, as asas,  suas cores e padronagens, as comemorações dos aniversariantes do mês, a mensagem da bruxa  no celular, a armadilha de teia de aranha saída da fantasia do homem aranha da brinquedoteca, o presente misterioso, a visita da Cuca, os detetives azuis, as histórias inventadas pelas turmas e ilustradas pelo desenhista e  caricaturista , a Aranha Arranha, sua tradutora e assistente Aramis  com seus modelitos produzidos com materiais retirados do lixo para serem reutilizados, o aparecimento do filósofo no grupo do PIBID ( Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência) provocando  nas crianças a construção de perguntas fáceis e difíceis, nas aulas de música as cantorias, nas experiências de leitura e escrita as histórias de sapos, de bichos, de príncipes e princesas, recebemos a visita surpresa da Bela Adormecida, construíram experiências com massinhas caseiras, com pinturas, nas salas interativas entre outras questões e abordagens fizeram surgir o projeto Caraminholas, que tem a sugestão de estimular e explorar as inteligencias Múltiplas das crianças.
   O Projeto parte dos acontecimentos para abordar de forma lúdica e concreta os diversos temas surgidos  na experiência da aprendizagem pelos sentidos. A idéia central é a de  estimular na criança a inteligência que traz como carro chefe possibilitando conexões com outras inteligências ampliando a rede de saberes, construindo um sujeito coletivo mais potente na construção de sua competências e habilidades.


Competências e habilidades:

   Estimular e ampliar as relações intrapessoais e interpessoais, a concentração, a ampliação do vocabulário, o desenvolvimento do grafismo, a psicomotricidade restrita e ampla, os direitos e deveres, as conexões de olho e mão, a expressão corporal, o corpo e a aprendizagem lúdica, recorte colagens, desenhos, pinturas, dança, Livro infantil brinca com palavra “enrolada” usando métrica e rima


A infância é um período da vida marcado pela curiosidade e pelos questionamentos. É esse o mote de "Caraminholas", resultado da parceria entre a escritora Bel Assunção Azevedo e o ilustrador Cláudio Martins, lançamento infantil da Autêntica Editora. Brincando com ritmos e sonoridades, o livro traz a saga de um pequeno pensador em busca do significado de uma palavra que lhe tirou o sossego.
A história começa quando o garoto se depara com a palavra “caraminhola” e não consegue entender seu significado. Será uma mistura pura de caracol com piolho? Será que é um bicho estranho que se arrasta pelo chão? Empenhado em descobrir,  vai atrás da professora, do pai e da mãe, mas os adultos não lhe dão a devida atenção.

As ilustrações dialogam com o enredo envolvente, em que o menino pula entre divagações, bichos, ideias e pensamentos, mostrando a mente ativa de uma criança, numa linguagem divertida, repleta de rimas e ritmo: “Para você ter uma base, eu quase fundo a cachola, pois disseram que a cabeça sempre tem caraminhola”. A busca só chega ao fim quando o narrador encontra o dicionário e mais uma lista de palavras novas para estimular sua imaginação e curiosidade.
Mas nosso investigador não entrega facilmente a resposta: desafia seu pequeno leitor a se familiarizar com o dicionário, conhecer palavras novas e começar a própria busca pelo conhecimento. 
Sobre a autora – Bel Assunção Azevedo descobriu o prazer da leitura muito cedo, mas o mundo da literatura só foi fazer parte do seu dia-a-dia quando teve a oportunidade de trabalhar com o pai, o escritor e ilustrador Ricardo Azevedo. Um dia, conversando com ele, teve a ideia de escrever algo sobre palavras enroladas, e “caraminholas” foi a primeira que lhe veio à cabeça. Na época, Bel experimentava escrever com métrica e rimas, e descobriu um ritmo interessante para a leitura oral. Suas caraminholas, então, se transformaram em livros. 
    Sobre o ilustrador – Cláudio Martins estudou Desenho Industrial e durante muitos anos trabalhou em projetos de tecnologia, meio ambiente e cultura, além de circular por jornais e revistas. Mas considerava o mundo adulto sem imaginação, sem fantasia e sem criatividade; então, resolveu mergulhar de cara e coração na literatura infantil. Para ele, ser criança é muito mais que um estado de espírito: é um estado de inteligência. 
 As inteligências
Gardner iniciou a formulação da ideia de "inteligências múltiplas" com a publicação da obra "The Shattered Mind" (1975). Mais tarde, conceituou a inteligência como "um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado num cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados numa cultura".
Em um processo mais recente de revisão de sua teoria, Gardner acrescentou a "Inteligência Naturalista" à lista original. O mesmo não ocorreu com a chamada "Inteligência Existencial" ou "Inteligência Espiritual". Embora o autor se sinta interessado por este nono tipo, conclui que "o fenômeno é suficientemente desconcertante e a distância das outras inteligências suficientemente grande para ditar prudência - pelo menos por ora" – concluiu na sua obra "Inteligência: um conceito reformulado" (2001).
= Gardner sustenta que as inteligências não são objetos que possam ser quantificados, e sim, potenciais que poderão ser ou não ativados, dependendo dos valores de uma cultura específica, das oportunidades disponíveis nessa cultura e das decisões pessoais tomadas por indivíduos e/ou suas famílias, seus professores e outros. inteligencia é estudar.
Estabelecidos os critérios acima, a pesquisa identificou e descreveu sete tipos de inteligência nos seres humanos, e, no início da década de 1980, obteve grande eco no campo da educação. Posteriormente foram acrescentadas à lista original as inteligências de tipo "naturalista" e "existencial":


   Lógico-matemática
A capacidade de confrontar e avaliar objetos e abstrações, discernindo as suas relações e princípios subjacentes. Habilidade para raciocínio dedutivo e para solucionar problemas matemáticos. Cientistas possuem esta característica.
   Linguística
Caracteriza-se por um domínio e gosto especial pelos idiomas e pelas palavras e por um desejo em os explorar. É predominante em poetas, escritores, e linguistas, como T. S. EliotNoam ChomskyJ. R. R. TolkienW. H. AudenFernando PessoaMachado de AssisHaruki Murakami, George R.R. Martin, entre outros.
   usical
Identificável pela habilidade para compor e executar padrões musicais, executando pedaços de ouvido, em termos de ritmo e timbre, mas também escutando-os e discernindo-os. Pode estar associada a outras inteligências, como a lingüística, espacial ou corporal-cinestésica. É predominante em compositores, maestros, músicos, críticos de música como por exemploLudwig van BeethovenLeonard BernsteinMidoriJohn ColtraneMozartMaria Callas.
  Espacial
Expressa-se pela capacidade de compreender o mundo visual com precisão, permitindo transformar, modificar percepções e recriar experiências visuais até mesmo sem estímulos físicos. É predominante em arquitetosartistasescultorescartógrafos, geógrafos, navegadores e jogadores de xadrez, como por exemplo Alexander von Humboldt,MichelangeloFrank Lloyd WrightGarry KasparovLouise NevelsonHelen FrankenthalerOscar NiemeyerMarco Polo.
  Corporal-cinestésica
Traduz-se na maior capacidade de controlar e orquestrar movimentos do corpo. É predominante entre atores e aqueles que praticam a dança ou os esportes, como por exemplo Cristiano RonaldoMarcel MarceauMartha GrahamMichael JordanPeléEusébioMessiSébastien Loeb.
  Intrapessoal
Expressa na capacidade de se conhecer, é a mais rara inteligência sob domínio do ser humano pois está ligada a capacidade de neutralização dos vícios, entendimento de crenças, limites, preocupações, estilo de vida profissional, autocontrole e domínio dos causadores de estresse, entre outros diversos comandos de vida que permite a pessoa identificar hábitos inconscientes e transformá-los em atitudes conscientes.

 Interpessoal
Expressa pela habilidade de entender as intenções, motivações e desejos dos outros. Encontra-se mais desenvolvida em políticosreligiosos e professores, como por exemplo o Mahatma Gandhi e Adolf Hitler .

 Naturalista
Traduz-se na sensibilidade para compreender e organizar os objetos, fenômenos e padrões da natureza, como reconhecer e classificar plantas, animais, minerais, incluindo rochas e gramíneas e toda a variedade de fauna, flora, meio-ambiente e seus componentes. É característica de biólogos, geólogos mateiros, por exemplo. São exemplos deste tipo de inteligência Charles DarwinRachel CarsonJohn James AudubonThomas Henry Huxley.

 Existencial
Investigada no terreno ainda do "possível", carece de maiores evidências. Abrange a capacidade de refletir e ponderar sobre questões fundamentais da existência. Seria característica de líderes espirituais e de pensadores filosóficos como por exemplo Jean-Paul SartreSøren A. KierkegaardFrida KahloAlvin AileyMargaret MeadBento XVI e o Dalai Lama.

Conteúdo do programático:
Artes-
 Pontos, Linhas, cores primárias, misturas das cores, massinha, argila, recortes e colagens, trabalhos com sucatas, formas geométricas,

Movimento-
Lineares, circulares, expressão corporal, dança, brincadeiras cantadas e dançadas, ritmos corporais, equilíbrio, monólogos corporais, diálogos corporais,

Natureza e Sociedade-          
Experiência com as lagartas, com as folhas, pedras, com a água, com terrário, com areia, horta,  jardinagem,

Matemática-
Blocos lógicos, tangran, jogos montessorianos, jogos de formas geométricas, estruturas com blocos de madeiras, jogos de montagens,

Música- Percepção auditiva, ritmos, experiências com sonoridades,
Experiências de leitura e escrita-
Contação de histórias, leitura de histórias, criando histórias coletivas, dramatização de histórias com fantoches,

Recursos e estratégias:
TV, vídeos, aparelho de som, dvd, cds, papeis de variadas texturas, cores e tamanhyos, giz cera, fitas, reálias, jornais, revistas, tesouras, colas, tintas, tubos de papeis, roupas, chapéus, espelhos, papelão, grampeadores, fita durex, crepe, dupla face, câmera, livros,

   ACONTECIMENTOS DESDOBRAMENTOS E PRODUÇÕES 

  Reunião com os responsáveis e escola aberta para visitação, processo das adaptações das crianças, responsáveis e da equipe em geral, organização do calendário e horários, a importância da água, a poluição, as secas, a energia, as chuvas, a lagarta, o casulo e a metamorfose da borboleta, o voo, as asas,  suas cores e padronagens, as comemorações dos aniversariantes do mês;

  Apresentação da proposta pedagógica de 2015, conversas com as turmas e os responsáveis sobre  questões importantes da escola, aniversariantes do mês e o aniversário do ISERJ, a mensagem da bruxa  no celular, a armadilha de teia de aranha saída da fantasia do homem aranha da brinquedoteca, o presente misterioso;

   Aniversariantes do mês, a visita da Cuca, os detetives azuis, as histórias inventadas pelas turmas e ilustradas pelo desenhista e  caricaturista , a chegada da Emília e do Visconde de Sabugosa;A chegada da  Aranha Arranha e sua tradutora e assistente Aramis  com seus modelitos produzidos com materiais retirados do lixo para serem reutilizados, a plantação do milho, das  acerolas, festivais de teatro;




   Festa da colheita do milho, cantorias e danças, aniversariantes do mês;
              







Festa da família, folclore, dramatizações, cantorias e danças, experiências com música, com ciência, com Artes, com Biólogo, invasões de territórios no ISERJ: Rádio, laboratório de Química, de Biologia, de Física;
               Aulas passeios: no Sesc, no Zoológico, na praia, no supermercado, aniversariante do mês, as famílias participando das experiências;
Semana Cultural, produção artística, projeto integração, aniversariantes do mês;
               As Caraminholas por aí, produções criativas; aniversariantes;
Festa de Encerramento, danças e cantorias;

AVALIAÇÃO:
Será realizada durante e ao final do processo através de observações, de escutas e dos registros no caderno de bordo, documentação por fotos e vídeos, relatórios de encaminhamentos para o SOE, relatório geral da turma e específico da criança.

BIBLIOGRAFIA:
GARDENER Howard – Inteligências Múltiplas-   São Paulo: Artmed. 2005
ALMEIDA DE , Fernanda Lopes e Linares, Alcy-  A curiosidade premiada. São Paulo: Editora ática.1986
ALMEIDA DE, Fernanda Lopes – A Fada que tinha idéias. São Paulo:  Editora FTD.  2003
MACHADO, Ana Maria- De que cor é o vento? São Paulo: Editora FTD.  2012                                                           
MUNDURUKU, Daniel. Sabedoria da águas. São Paulo: Editora Global. 2004
BRITO, Alexandre. Museu Desmiolado. São Paulo: Projeto editora. 2013.

Projeto Experiências e investigações pelos 

sentidos


ANO :2014


Começamos o ano letivo com muitas mudanças, baseado no projeto Canteiros de 2013, transformamos as salas de aulas em espaços de interações e experiências. Para pesquisar saímos com as crianças pelo quintal do Instituto coletando diversos tipos de folhas, gravetos, pedras para estudos na sala de experimentos. No CEM ouviram e construíram histórias a partir dos efeitos sonoros de carros, de aviões,de buzinas etc., fizeram vários tipos de descobertas com a água, com as sementes, com as árvores, com danças e cantorias e com receitas inventadas. Foi assim, pelos sentidos, que as crianças começaram a desenvolver cada vez melhor as suas competências e habilidades. Aprendendo a conviver no coletivo, a ter e a realizar idéias criativas, aprender com brinquedos e brincadeiras muitos conceitos importantes para VIDA. Nasce o novo projeto: Experiências e investigações pelos SENTIDOS. E surge uma grande questão :



Como o cérebro aprende ? 
“A forma de aprender está relacionada ao recebimento de estímulos que captamos pelos nossos sentidos, esses nossos fiéis escudeiros e selecionadores de estímulos chamados canais sensoriais. Esses estímulos conhecidos como informações (som, visão, tato, gustação, olfação) chegam ao tálamo que é uma estrutura no cérebro que tem a função de receber esses estímulos e reenviá-los para áreas específicas que são responsáveis na elaboração, decodificação e associação dessas informações. O tálamo funciona como um “aeroporto” e junto com o hipotálamo, as amígdalas cerebrais (responsável pela emoção), e o hipocampo (responsável pela memória de longo prazo), promovem as lembranças e a aprendizagem significativa.

Por isso, concluo que o educador não deve ser o representante da verdade absoluta para seu estudante, mas um incentivador de diversas possibilidades e potencialidades, e considerando que o cérebro não é um sistema fechado, mas um sistema aberto de possibilidades.¨
A aula deverá ser reflexiva e não reprodutiva. O estudante ao estar na sala de aula, apenas assiste aula, o cérebro necessita de desafios coerentes, interação, participação sempre. Por isso, o professor deverá ser um fazedor, instigador de curiosidades. O cérebro é muito mais “fofoqueiro” e adora novidades. Com isso, torna-se fundamental que o ritmo da aula seja sempre emoldurada por desafios e afetividades.
Aprender é promover novas conexões neurais, por isso sempre será necessário realizar um “up grade” dos nossos neurônios para evitar o “empobrecimento” da qualidade dos nossos pensamentos e atitudes.
Portanto, o educador ético é aquele que está disponível, mas não exigir de seu estudante uma única maneira de posicionar-se, igual à sua, mas apontar caminhos possíveis, permitindo assim o estudante ocupar-se do seu ritmo de aprendizagem e desenvolvimento. Referências Relvas, Marta Pires. Neurociência e Educação, gêneros e potencialidades na sala de aula. Rio de Janeiro, 2ª ed. WAK Editora, 2010.
Relvas, Marta Pires. Fundamentos Biológicos da Educação – Despertando Inteligências e Afetividade no processo da Aprendizagem. Rio de Janeiro, 5ª edição. WAK Editora


                        
                         A EDUCAÇÃO INFANTIL
                   DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO
                               ONTEM E HOJE...

     Em 1934 chega no IERJ Heloisa Marinho, este é o espaço que se constrói como educadora. Já vinha funcionando há dois anos quando ela chegou, para exercer o cargo de Assistente de Psicologia da Educação da Escola de Professores.

   Heloisa Marinho integrou-se, ao ingressar no Instituto de Educação do Rio de Janeiro IERJ, não só na instituição mais importante de formação de professores da República, mas a um grupo de educadores que representava a vanguarda da educação brasileira.

   A abrangência da atuação Heloisa Marinho é impressionante. Ela aplicou toda a sua formação na atividade pedagógica no Rio de Janeiro. Atuou em várias áreas da educação e as mais diferenciadas. Abrangeu a escola pública, a escola particular, os diferentes grupos sociais, desde os grupos da favela até os grupos da alta classe média.

   Pode-se afirmar que Heloisa Marinho, através das suas atividades profissionais, desenvolveu um determinado pensamento sobre pedagogia infantil, mais especificamente sobre o que se optou por denominar neste estudo de Jardim de Infância, assumindo assim a influência froebeliana no seu pensamento.


                       ALGUMAS IDÉIAS DE HELOISA MARINHO:


 A renovação de métodos nasce do interesse da professora em melhorar seu trabalho.

 Não é possível traçar normas rígidas de um programa pré-escolar. O desenvolvimento é criador. A criança conquista seu mundo pela experiência própria. Resume-se a função educativa da educação infantil em proporcionar ambiente favorável à vida.

 A educação da professora do Jardim de Infância não termina nunca.

 Quanto mais cordiais forem às relações entre a escola e o lar, melhor será para as crianças.

 A experiência produz conhecimento.

 Na educação pré-primária, a experiência direta com o mundo das coisas constitui a principal fonte de aprendizagem.

 No Jardim de Infância a educação da linguagem como do pensamento nasce de situações de vida.

 A educação da linguagem e do pensamento não constitui matéria a ser ensinada, surge das vivências naturais.

“O conhecimento da atividade criadora e da evolução natural da criança modificou o trabalho da professora de Jardim de Infância. A técnica rígida dos exercícios sensoriais pertence ao passado. Qual a missão da educadora? Não basta organizar materiais, conhecer arte, música, a natureza, a psicologia infantil. A educadora precisa amar a criança e saber educá-la para a vida pela própria vida”.

Profª- Heloisa Marinho

(Vida e Educação no Jardim de Infância, p.220 – 1967).

   A escola de Educação Infantil tinha um funcionamento bem diferente do atual.

    O funcionamento da Educação Infantil nos anos 65 / 66, atendia a duas faixas etária de 2°- e 3°- períodos de Jardim de Infância, em dois turnos, com uma média de 24 turmas de 25 alunos num total em torno de 548 alunos.

    Professoras e funcionários: 50 professoras em diferentes funções, 7 inspetoras de alunos, 4 serventes, 1 contínuo, 1 merendeira, 1 dentista. Excluindo as professoras de turma os demais exerciam diversas funções.

   Professoras: Diretora; Subdiretora; Encarregada da secretaria: responsável na ausência da diretora e subdiretora; Assistente técnica: responsável pelo 2°-turno; Auxiliar de Orientação de Educação, Audiovisual e Relações Públicas; Biblioteca e Discoteca; Auxiliar de Biblioteca e Substituta eventual das professoras; Caixa Escolar e Merenda Escolar; Cooperativa; Auxiliar da Caixa Escolar e da Merenda Escolar; Auxiliar de Orientação de Educação, Relações Públicas e Centro de Civismo; Duas de Música.

   Regime didático: Atividades espontâneas (desenho, pintura a pincel e a dedo, Modelagem, Recorte e colagem, Construção, jogo de armar, trabalhos em madeira, cartolina e aproveitamento de material caseiro, Dobraduras, Cantinho da boneca), Atividades ao ar livre, Recreação e Jogos, Música e atividades rítmicas, Educação do pensamento e da linguagem (conversas, histórias, dramatização etc.), Conhecimento da natureza, Educação perceptiva e lógica, Educação social (experiências em relação ao lar, à comunidade, à pátria e festas escolares), Excursões, Práticas higiênicas, Merenda, Repouso e Religião.

   Fazia parte da rotina de trabalho: exposições, apresentações com músicas, seleção e remessa de trabalho das crianças para exposições em outro estado, palestras, exposição de trabalhos para congressistas, receber visitas de alunos e professores de várias escolas.

  Todas as crianças eram submetidas ao exame de saúde, sendo atendidas também os professores e funcionários no Gabinete Médico, as crianças, eram atendidas também no Gabinete Dentário.

  As reuniões com os pais aconteciam mensalmente. A promoção dos alunos era feita continuamente para o Curso Primário.

  Todas as crianças eram amparadas pela Caixa Escolar recebiam: merenda, uniforme, calçado, material escolar, medicamentos e todo o auxílio necessário.

  Era realizado diariamente nos dois turnos, empréstimo de livros para todas as crianças. O acervo era de 1672 livros para as crianças, 881 para as professoras e 588 em estoque (doados pela Campanha do Livro, pela direção do Instituto de Educação e pelas Editoras).

   Funcionava também: O Jornalzinho, a Filmoteca, Boletim Mensal para informações de interesse geral e o Serviço de Mimeografia.

   No ano de 1965 o produto da festa Junina foi empregado em conserto e pintura do prédio, construção e conservação das casas de bonecas, compra de utensílios, conserto do Gabinete Dentário, pintura e reparos do mobiliário das salas, na compra de material coletivo e de difícil aquisição e indispensável ao desenvolvimento das atividades e em outras despesas em benefício das crianças, tudo rigorosamente escriturado e comprovado.

   Por este resumo, é possível julgar como o trabalho era desenvolvido na Educação Infantil nesta época.

   Em 11 de setembro de 1997, o IERJ - Instituto de Educação do Estado Rio de Janeiro fica diretamente subordinado a Fundação de Apoio a Escola Técnica órgão integrante da - SECTI - Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação, passando por uma transformação (encerrando o Curso Normal em nível médio implantando o Normal superior) e recebendo em 03 de junho de 1998 uma nova nomenclatura, Instituto Superior de Educação do Estado do Rio de Janeiro, conseqüentemente iniciando uma nova etapa na Educação Infantil do Instituto de Educação.

   OS ANOS FORAM PASSANDO... E COM MUITOS QUESTIONAMENTOS, MUITAS DÚVIDAS, MUITAS DISCUSSÕES,ERROS E ACERTOS... AVALIAÇÕES, TRANSFORMAÇÕES E ALGUMAS CONCLUSÕES, E FOI ASSIM QUE CONSTRUIMOS A NOSSA
PROPOSTA PEDAGÓGICA.
NOSSO COTIDIANO

  A Educação Infantil é um espaço que apresenta uma função particular no processo da educação. Ela é um dos espaços onde as crianças podem se desenvolver como sujeitos ativos e criadores.

  Sua função é a de promover a aprendizagem de elementos da cultura e do pensamento em um processo integrado ao desenvolvimento das estruturas do pensamento da criança.

  Acolhida esta concepção de educação infantil, os profissionais deste segmento escolar do ISERJ, em anos de discussão, acompanhados de muitas dúvidas e ansiedades, vem buscando aproximar-se de uma proposta pedagógica que atenda as necessidades das crianças, baseando-se em estudos que reconheçam a especificidade do pensamento infantil e da forma como acontece o desenvolvimento da criança e sua aprendizagem.

  Dentre textos, contribuições e vivências utilizadas para estudo optamos, ou há uma forte tendência, por seguir a linha epistemologia genética, formulada por Jean Piaget e pela teoria sócio - histórica , criada por Vigotsky.  A teoria sócio-histórica, representa o modo como a aprendizagem, cultura e educação se encontram integrados e a epistemologia genética, apresenta uma teoria do desenvolvimento cognitivo, considerando as características do pensamento das crianças em cada estágio.

  Nesta perspectiva, os instrumentos, os materiais e a conexão dessas duas teorias nos foram despertado o sentido de uma orientação construtivista, pois nesta linha, encontramos o teor de nossa prática, uma vez que nos fundamentamos que a aprendizagem trata-se de um processo realizado, construído por cada pessoa à medida que age, física ou mentalmente, sobre as coisas que estão no mundo.

 O construtivismo não é um método para a prática pedagógica. É uma concepção sobre a forma como acontece o aprendizado. Esta concepção contribui para a definição dos objetivos da educação e para a formulação da ação pedagógica.

 O trabalho pedagógico na educação infantil precisa partir do universo da criança, de sua realidade e sabedoria criativa permitindo que ela conquiste o espaço criador e gerador de conhecimentos.

 Vale a pena ressaltar que se pensarmos e entendermos o trabalho pedagógico na educação infantil dessa forma, cabe a nós termos sempre o cuidado de fazer com que esta postura perpasse o cotidiano da escola, impregnando todo o fazer pedagógico.

EQUIPE PEDAGÓGICA

  A equipe pedagógica é constituída por professores de turmas, de atividades,coordenador do segmento, coordenadores de turnos, orientador pedagógico, orientador educacional e fonoaudiólogo que se reúnem no “Centro de Estudo” uma vez por semana para estudo, planejamento coletivo, acompanhamento de alunos, avaliação e, também, com os demais funcionários uma vez ao mês em horário de tempo integral com suspensão de aula.

ESPAÇOS PEDAGÓGICOS

  O nosso trabalho é realizado em esquema de rodízio em ambientes adequados a cada atividade,tendo uma sala como referência utilizada ára cada duas turmas.  Assim, conseguimos equipar melhor cada ambiente sem dispersar o material em salas de uso exclusivo.

  A maior parte do espaço escolar é comum a todos os alunos e com isso ampliamos a ocupação e facilitamos a socialização.

 Temos salas para as atividades, como: Música, Centro de Multimeios( histórias), Jogos Lógicos e Brinquedoteca.

FORMAS DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

  Entendemos que a avaliação seja um acordo entre todos os envolvidos no processo pedagógico e sirva também como indicador da mudança de estratégias para criar um novo rumo na relação ensino e aprendizagem.

 A avaliação é feita através de observações de todas as atividades individuais e de grupo que são discutidas e registradas nas reuniões da equipe pedagógica, para entregar ao seu professor subseqüente.

 A comunicação aos pais é feita em cada semestre em forma de Relatórios de Grupo e Individual.

 O MUNDO A NOSSA VOLTA

  Fazendo parte do processo educacional que estamos inseridos em relação a tudo que nos cerca, buscamos trazer para o nosso dia-a-dia em sala de aula as informações que recebemos através dos jornais, revistas, televisão, Internet, os diversos profissionais, os museus, os parques, as exposições, os movimentos culturais, sociais e políticos que nos chegam e que devemos utilizar pedagogicamente. Através dessas atividades vamos facilitar o entendimento e valorizar o nosso cotidiano.

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS NORTEADORES DA PRÁTICA PEDAGÓGICA DA EDUCAÇÃO INFANTIL


 A criança é um sujeito interativo que aprende através da interação com o outro (outras crianças e outros adultos).

 A Educação Infantil é um espaço de construção do conhecimento e não de preparação para a escola.

 A Educação Infantil deve garantir às crianças a possibilidade de lidar, de usar diferentes linguagens: corporal, musical, plástica, gráfica, escrita, etc.

 Os conteúdos trabalhados precisam ser significativos e fazer sentido para as crianças e professores. Precisam estar interligados com o que acontece dentro e fora da escola.

 As atividades realizadas precisam ser instigantes para as crianças. Precisam ter problemas a resolver e decisões a tomar. Precisam possibilitar que as crianças avancem na construção e apropriação de novos conhecimentos.

 O professor precisa estar “aberto” para o novo. Precisa perceber que não detém todo conhecimento. Não é “dono da verdade”. Ele não é o único informante na sala de aula. Não sonegar informação para as crianças.

 A criança deve ser estimulada a ousar e não ter medo de errar. O erro deve ser fonte de autoconhecimento e auto-afirmação. Sabendo que ainda não sabe, a criança identifica o que já sabe e o que deseja vir a saber.

 A Educação Infantil pode e deve ser um ambiente alfabetizador onde as crianças, desde muito cedo, possam construir e testar hipóteses sobre a linguagem escrita.

 A criança pode utilizar diferentes tipos de letras. É importante que a professora garanta que a criança lide com todos os tipos: imprensa, cursiva. Já descobrimos que no início, a letra de imprensa facilita a leitura e identificação para a criança.

 A Educação Infantil deve ser um espaço que garanta a professora prazer em ensinar à criança prazer em aprender.

 O professor precisa ser sujeito da sua ação pedagógica. Precisa ter a coragem de ousar e de criar, pois só assim verá os seus alunos como sujeitos do seu aprendizado.

ÁREAS DO CONHECIMENTO ORIENTADORAS DO TRABALHO PEDAGÓGICO

FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL

Identidade e Autonomia: Conhecimento do Corpo e Ambiente.

CONHECIMENTO DE MUNDO

Linguagens Oral e Gráfica, Musicais, Corporais, Plásticas, Tecnológica, Matemática, Natureza e Sociedade


EQUIPE DA 2 ª ETAPA DA ED. INFANTIL DO ISERJ